- Autor
- Martha de Almeida
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 1 / 02
- Ano
- 2009
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2009.v1n02.4319
- Páginas
- 222-231
- Idioma
- pt
A morte de Deus é um tema bastante explorado na filosofia nietzschiana, entretanto esta questão nos remete a outras,como veremos neste artigo. Na história da Filosofia foi necessário, primeiramente, que se fundamentasse o “eu” para que pudéssemos alcançar a evidência de Deus. No entanto, se o próprio eu cartesiano é posto à prova, como poderemos fundamentar a existência de Deus? Assim, fomos desconstruindo em nossa análise os fundamentos da idéia de Deus até chegarmos ao que realmente nos importava: as perspectivas, os caminhos, as certezas que sobraram ao homem após a morte de Deus. Restaram, então, seguindo os passos do pensamento nietzschiano, a valorização do corpo como lugar de profunda experimentação e da terra como possibilidade de mudança e superação, aumentando assim a dimensão da responsabilidade humana consigo mesmo e com o meio em que vive.
