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Para além da pulsão de morte: absurdo e revolta em Albert Camus

Thaís Cristina Alves Costa, Evandro Barbosa

Autor
Thaís Cristina Alves Costa, Evandro Barbosa
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11 / 2
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378647242
Páginas
454-468
Idioma
pt
2020Thaís Cristina Alves Costa, Evandro Barbosa. Para além da pulsão de morte: absurdo e revolta em Albert Camus. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, n. 2, p. 454-468, 2020.2

O objetivo desse artigo é discutir a possibilidade de uma morte feliz, e consequentemente, uma vida feliz a partir da interpretação dos pilares filosóficos de Albert Camus, a saber: o absurdo e a revolta. Enquanto o absurdo diz respeito ao confronto da irracionalidade do mundo com o desejo de clareza e racionalidade que se encontra no homem, a revolta está vinculada ao desejo inconsciente de uma moral que denominamos de moral antiteísta ou moral de atitude por mover-se consciente no âmbito das ações concretas, nascidas do sentimento da absurdidade do mundo frente à morte e o sofrimento. Testaremos, ao final, a viabilidade dessa moral antiteísta promover uma morte feliz para quem sofre e uma vida feliz, apesar de todo sofrimento, para aquele que se depara com a morte do outro.  Para isso, utilizaremos como fios condutores as obras de Albert Camus: O Mito de Sísifo e A peste.