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Parmênides, a tradição e o parricí­dio

Claudia Murta

Autor
Claudia Murta
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
12 / 17
Ano
2010
Páginas
77-90
Idioma
pt
2010Claudia Murta. Parmênides, a tradição e o parricí­dio. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 12, n. 17, p. 77-90, 2010.1

Com esse trabalho procuramos percorrer alguns fragmentos do poema de Parmênides com o objetivo de apontar para o surgimento de uma tradiçáo ontológica seguida de perto por Platáo. Analisamos em seguida a disposiçáo ao parricídio apresentada no texto de “O Sofista”. Em nenhum momento desse diálogo, Platáo confronta a verdade do que é. Para fazer isso ele deveria se opor à primeira via de Parmênides e isso ele náo o faz. Ao contrário, garantindo o pensamento de Parmênides, o que ele faz é apenas reforçar a tradiçáo filosófica do Ser. Pelo viés desse parricídio náo cumprido, ele reforçou o discurso de Parmênides e, por conseguinte, a própria ontologia.