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"Partindo (dos) caminhos"

Victor Bianchini Rebelo, Luã Nogueira Jung

Autor
Victor Bianchini Rebelo, Luã Nogueira Jung
Revista
Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
Edição
2 / 2
Ano
2024
DOI
10.23925/2764-0892.2024.v2.n2.e66500
Páginas
e66500
Idioma
en
2024Victor Bianchini Rebelo, Luã Nogueira Jung. "Partindo (dos) caminhos". Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea, v. 2, n. 2, p. e66500, 2024.3

Este artigo explora a tese historiográfica de Quentin Skinner, denominada contextualismo linguístico, como um potencial desafio à dicotomia na filosofia contemporânea entre as tradições 'analítica' e 'continental'. Essa divisão, enraizada em abordagens diferentes da linguagem e metodologia, levou à rotulagem e categorização de filósofos nessas duas áreas. No entanto, o trabalho de Skinner, baseado nas ideias de R.G. Collingwood, Ludwig Wittgenstein e John L. Austin, apresenta nuances que desafiam uma classificação fácil. Ao enfatizar a importância do contexto histórico e das formas como a linguagem molda a investigação filosófica, a tese de Skinner confunde as fronteiras entre filosofia analítica e continental. Examinamos os argumentos de Skinner e suas implicações para o conceito de 'parting of ways', sugerindo que o contextualismo linguístico desafia a validade dessa dicotomia. Por fim, argumentamos pela inclusão do contextualismo linguístico como uma alternativa significativa dentro do discurso filosófico contemporâneo, especialmente em discussões sobre metafilosofia e as limitações de categorizações rígidas