Pascal e as Modalidades da Razão - Uma Interpretação da Concepção de Deus e Jesus Cristo nos Pensamentos.
IMACULADA CONCEICAO MANHAES MARINS
- Autor
- IMACULADA CONCEICAO MANHAES MARINS
- Orientador(a)
- EMMANUEL CARNEIRO LEAO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2004
""""Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó, não dos filósofos e sábios (...) Deus de Jesus Cristo"""", eis a famosa distinção entre o """"Deus de filósofos"""" e o """"Deus da fé"""" que a apologia pascalina pretende postular como diferença. Ora, mas é mesmo possível marcar essa distinção dentro do contexto dos Pensamentos? Pascal, que não se queria filósofo - mas só faz se preocupar com eles -, intenta """"contra os filósofos que possuem Deus sem Jesus Cristo""""; filósofos que """"acreditam que Deus é o único digno de ser amado e admirado"""" (fr.463), e cuja presunção exacerbada os faz esquecer que só é possível conhecer """"Deus por Jesus Cristo"""" (fr.547). Mas o que vem a ser afinal este Deus, que os filósofos obsessivamente visam, e Jesus Cristo, o mediador, que Pascal tenta nos propor? Mais do que mistérios da fé parecem dirigir a pena de Pascal quando ele nos apresenta Deus, e seu mediador, Jesus Cristo. Mistérios da razão, talvez dissesse um Kant... Uma razão que arde de desejo e não sabe e nem pode evitar pensar """"Deus"""". Ora, mas como compreender esse Deus que se confunde com a própria história da razão? Que traz as marcas do mistério da própria razão? Que é, talvez, a própria razão... que advém de tantos modos...
