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Pascal, Rousseau e Kant: variações do pensamento dualista moderno

Vinicius de Figueiredo

Autor
Vinicius de Figueiredo
Revista
Discurso
Ano
2024
DOI
10.11606/issn.2318-8863.discurso.2024.230761
Páginas
126-139
Idioma
pt-BR
2024Vinicius de Figueiredo. Pascal, Rousseau e Kant: variações do pensamento dualista moderno. Discurso, p. 126-139, 2024.3

Sabe-se do legado significativo de Blaise Pascal para as Luzes francesas. Voltaire lhe dedica a 25ª das Cartas filosóficas; Diderot lhe faz menção indireta, mas inequívoca, no título de seu primeiro escrito especulativo, os Pensamentos filosóficos (1745). No caso de Rousseau, a polêmica com o arcebispo de Beaumont expõe o que o separa do jansenismo – mas também o que o liga a Pascal, a saber: o emprego de categorias dualistas taus como natureza e história, princípio e processo, ser e dever ser. Por sua vez, Rousseau foi tomado por Kant como o “Newton da moral” já nos anos de 1760. Pretendo, nesse artigo, examinar se não há elementos conceituais comuns a Pascal, Rousseau e Kant, em torno da concepção dual que adotam para caracterizar a condição humana e sua relação com a práxis.