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Perpresentação e sobre-representação: uma leitura da ópera com base em Theodor W. Adorno

Breno Machado Viegas, Luís Filipe de Lima Andrade

Autor
Breno Machado Viegas, Luís Filipe de Lima Andrade
Revista
Artefilosofia
Edição
19 / 38
Ano
2025
DOI
10.69640/raf.v19i38.7864
Páginas
24
Idioma
pt
2025Breno Machado Viegas, Luís Filipe de Lima Andrade. Perpresentação e sobre-representação: uma leitura da ópera com base em Theodor W. Adorno. Artefilosofia, v. 19, n. 38, p. 24, 2025.3

Este artigo explora a distinção entre os conceitos de “perpresentação” e “sobre-representação” no âmbito da “polimedialidade”, conforme discutido por Rodrigo Duarte em seu projeto estético-teórico Modos de presença nos fenômenos estéticos. Enquanto o conceito de perpresentação possibilita uma avaliação axiologicamente neutra dos fenômenos estéticos, a sobre-representação concebe o resultado das manifestações artísticas de maneira negativa. O artigo aplica essa distinção à ópera, fundamentando-se nas análises estéticas de Theodor W. Adorno e tomando as obras de Richard Wagner e Alban Berg como exemplos paradigmáticos. Wagner é interpretado como uma manifestação da sobre-representação, associada à indústria cultural e ao kitsch, enquanto Alban Berg exemplifica a perpresentação, representando uma arte autêntica voltada para a crítica e a emancipação. A análise busca, assim, aprofundar a compreensão do projeto estético-teórico de Duarte, considerando as implicações políticas e ideológicas no campo da estética contemporânea.