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Pirro e Cíneas: o para quê da acção humana

Maria de Fátima Silva

Autor
Maria de Fátima Silva
Revista
Sapere Aude
Edição
3 / 6
Ano
2012
Páginas
298-309
Idioma
pt
2012Maria de Fátima Silva. Pirro e Cíneas: o para quê da acção humana. Sapere Aude, v. 3, n. 6, p. 298-309, 2012.1

Com a citação da Vida de Pirro de Plutarco a abrir o seu livro Pirro e Cíneas, Simone de Beauvoir confirma o que parece patente na sua reflexão sobre a acção humana: que vários conceitos em discussão têm raiz na Antiguidade grega, e não apenas em Plutarco. Motivos convencionais, em particular o episódio da entrevista entre um sábio e um homem poderoso, contextualizam a discussão de conceitos como pleonexia, hybris, physis, nomos. Essas são confluências que deixam patente a familiaridade da filósofa francesa com a tradição helénica.With the quote from The Life of Pyrrhus, by Plutarch, opening her book Pyrrhus and Cineas, Simone de Beauvoir confirms what seems to be patent in her reflection on human action: that various concepts in discussion have root in ancient Greece, and not only in Plutarch. Conventional motives, particularly the episode of the interview between a wise man and a powerful man, contextualize the discussion over concepts such as pleonexia, hybris, physis, nomos. These are confluences that evidence the familiarity of the French philosopher with the Hellenic tradition.