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PLATÃO E SARTRE: A DIALÉTICA DO DESEJO E DO OLHAR

Rogério Miranda de Almeida

Autor
Rogério Miranda de Almeida
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
18 / 50
Ano
2026
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v18i50.14688
Idioma
pt
2026Rogério Miranda de Almeida. PLATÃO E SARTRE: A DIALÉTICA DO DESEJO E DO OLHAR. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 18, n. 50, 2026.2

Estas reflexões têm como objetivo principal mostrar as semelhanças que existem entre as concepções de Platão e de Jean-Paul Sartre relativamente ao “conhece-se a ti mesmo” e, principalmente, à questão da dialética do olhar e do desejo. Convém, no entanto, ressaltar que não se trata, de modo algum, de reivindicar a prioridade de Platão e demonstrar que Sartre, afinal de contas, não teria senão retomado e reinterpretado essa problemática adaptando-a à sua própria finalidade. Trata-se, antes, de relevar a convergência de intuições e de ideias em torno de um mesmo tema que, a partir de horizontes e perspectivas diferentes, dois filósofos souberam investigar e aprofundar. Notar-se-á, portanto, que ambos os pensadores recorreram às metáforas do espelho, dos olhos, da pupila e da imagem que, mutuamente, os indivíduos se reenviam quando são contemplados e, portanto, olhados face a face. Trata-se, em suma, de analisar o papel que representa a dialética do olhar e do desejo nas relações intersubjetivas tais como Platão e Sartre as consideraram e as examinaram.