- Autor
- Alex Antônio Rosa Costa
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 20 / 39
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.69640/raf.v20i39.7502
- Páginas
- 20
- Idioma
- pt
Pretendemos mostrar neste artigo como a ética do signo esboçada por Jean Galard em A beleza do gesto se insere em uma tradição ético-estética de questionamento de algumas bases da modernidade o qual remonta ao dandismo inglês do século XIX e culmina em algumas das mais importantes propostas artísticas do século XX que buscam a eliminação da distância entre arte e vida. Focaremos nossa análise na leitura que Galard propõe do gesto como um ato poético que foi cultivado de maneira profunda pelos dândis e que pode ser ponto de partida de uma “ética renovada” a qual rompe com o padrão ético-estético tradicional de referencialidade semiótica. Assim, nossa análise busca a intersecção entre estética e ética a partir do gesto, considerado no encontro de três frentes: um modo de vida historicamente datado, uma obra filosófica e, por fim, alguns movimentos artísticos modernos.
