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Por que somos decadentes:afirmação e negação da vida segundo Nietzsche

EVALDO SAMPAIO DA SILVA

Tese
Autor
EVALDO SAMPAIO DA SILVA
Orientador(a)
IVAN DOMINGUES
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2009
2009EVALDO SAMPAIO DA SILVA. Por que somos decadentes:afirmação e negação da vida segundo Nietzsche. 2009. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): IVAN DOMINGUES.2

Trata-se de pensar os pressupostos e implicações de uma questão original da filosofia, a saber, “qual a melhor maneira de viver?”, revestindo-a pela obra de Friedrich Nietzsche. Espera-se mostrar que a reflexão sobre os preconceitos morais desenvolvida por Nietzsche alcança sua plenitude numa investigação sobre a ascensão e decadência dos impulsos vitais de modo que, além de constituírem o núcleo de suas pretensões, indicam que tanto o adequado questionamento como as eventuais respostas sobre as formas superiores ou inferiores de viver convêm a uma crítica dos juízos de valor morais. Por um exercício de leitura orientado principalmente segundo o método estrutural, justifica-se a centralidade e coerência interna da teoria da decadência através de um exame da auto-interpretação do discurso filosófico de Nietzsche. Em seguida, mostra-se como sua auto-interpretação é parte do movimento interno de sua reflexão que o conduz a uma filosofia moral ou extra-moral. Enfim, por uma análise do projeto de “reavaliação de todos os valores”, determina-se que a afirmação e a negação da vida constituem o modo de avaliação pelo qual compete indagar e estabelecer quais são as formas superiores ou inferiores de viver e, com isso, sentencia-se por que somos decadentes.