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Por uma genealogia da biopolítica

Davi Maranhão De Conti

Autor
Davi Maranhão De Conti
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
12 / 1
Ano
2024
DOI
10.26512/rfmc.v12i1.52557
Páginas
353 - 394
Idioma
pt
2024Davi Maranhão De Conti. Por uma genealogia da biopolítica. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 12, n. 1, p. 353 - 394, 2024.2

Este artigo pretende lançar luz sobre a noção de biopolítica a partir sobretudo do tratamento conferido ao tema por Maria Muhle em sua tese de doutorado, que se intitula Eine Genealogie der Biopolitik – Zum Begriff des Lebens bei Foucault und Canguilhem (2008). Muhle evidencia uma articulação possível entre o conceito de vida em Canguilhem e Foucault por meio da qual se revela um deslocamento crucial para uma interpretação precisa do conceito de biopolítica. A passagem das técnicas disciplinares àquelas biopolíticas não deve ser compreendida teleologicamente, aponta antes para os deslocamentos genealógicos no interior das modalidades de poder e entre elas, os quais elucidam a relação indissolúvel entre poder e vida, que não conduz à dissolução de um ou outro, mas sim à sua inescapável imbricação.