Voltar para Artigos
Artigos

Por uma história com apegos apaixonados

João Paulo Rossatti, Raphaela Rezzieri

Autor
João Paulo Rossatti, Raphaela Rezzieri
Revista
Antíteses
Edição
14 / 27
Ano
2021
DOI
10.5433/1984-3356.2021v14n27p424
Páginas
424-449
Idioma
pt
2021João Paulo Rossatti, Raphaela Rezzieri. Por uma história com apegos apaixonados. Antíteses, v. 14, n. 27, p. 424-449, 2021.2

A História é uma ciência humana. Sendo assim, ela se equilibra sobre bases científicas (objetivas) e humanas (subjetivas). Para fazer ciência, dizem-nos, devemos conter as subjetividades que possam, por ventura, aparecer na produção textual, somente desse modo a ciência emergirá. Esse esquema aparece, de forma complexa, na história do tempo presente, mais próxima e, portanto, mais subjetiva. Isso quer dizer que a história do tempo presente é “frágil”? Isso quer dizer que a subjetividade é uma inimiga? Não! Absolutamente não! Aqui defendemos justamente o contrário: a manutenção das subjetividades para alcançar a verdade da história é essencial. Chamamos esse recurso de apegos apaixonados e, como intentamos demonstrar, esse resíduo subjetivista existe em todas as Histórias de todos os tempos.