POR UMA “ONTOLOGIA POÉTICA”: A INTERFACE “ARTE” E “POESIA” (DICHTUNG) EM MARTIN HEIDEGGER
Danjone Regina Meira
- Autor
- Danjone Regina Meira
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 8 / 16
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.26694/pensando.v8i16.6417
- Páginas
- 164-192
- Idioma
- pt
Esta pesquisa investiga a questão da arte segundo a ontologia de Heidegger. A compreensão da arte é apresentada em sua relação fundamental com o primado da “questão do Ser”. Se enfatiza que a compreensão da essência da arte se realiza a partir de um caminho “hermenêutico-fenomenológico” presente no pensamento de Heidegger. Há uma descrição fenomenológica da arte na filosofia de Heidegger, mesmo após a “viragem” (Kehre). Com isso, para se compreender a arte é necessário “voltar às coisas mesmas” e contemplar o “enigma da arte” em sua essência. A partir dos fundamentos da relação entre arte e “Poesia” (Dichtung), questionamos como esta relação contribui para a definição ontológica da arte. Nesse momento, ressaltaremos que o filósofo alemão compreende a “Poesia” (Dichtung) sob a perspectiva do “poeta dos poetas”: Hölderlin. Dando, então, um novo início para a compreensão do “enigma da arte”, quando afirma que a “arte é ‘Poesia’ (Dichtung)”. Nesse sentido, defendemos que a ontologia de Heidegger, após a viragem (Kehre) é, de modo inaugural, uma “ontologia poética”. E, é somente mediante uma perspectiva ontológica da “Poesia” (Dichtung) que se pode ver, de modo originário, o acontecimento da verdade na arte e a sua realização na obra de arte. Mostraremos, por fim, a relevância daquilo que denominamos “ontologia poética” em Heidegger na compreensão da arte sob uma nova perspectiva.
