- Autor
- Felipe Taufer
- Revista
- Sofia
- Edição
- 10 / 2
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.47456/sofia.v10i2.35663
- Páginas
- 149-174
- Idioma
- pt
Trata-se de uma contestação de uma tese interpretativa segundo a qual o ‘jovem Marx’ teria herdado de Hegel um modelo normativo de crítica. A versão mais sofisticada dessa interpretação encontra-se nas críticas endereçadas por Honneth à suposta teoria do reconhecimento do ‘jovem Marx’. Busco não só desabilitar a crítica de ‘reducionismo economicista’ que Honneth imputa a Marx, mas mostrar que não há nenhuma sustentação de ‘critérios normativos de reconhecimento’ em Marx. Só poderia haver uma redução normativa do reconhecimento a demandas ‘econômicas’, se antes houvesse uma crítica normativa. O que ali se encontra é uma formulação não acabada da crítica da economia política. Afirmo que no ‘jovem Marx’ encontramos uma implícita crítica da possibilidade de elaboração de critérios normativos de reconhecimento. Para Marx, reconhecimento é o nome da aparência social objetiva que legitima práticas sociais historicamente específicas onde a propriedade privada é a relação social fundamental.
