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Preço e a justiça na troca em Aristóteles

Mário Motta Maximo

Autor
Mário Motta Maximo
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
26
Ano
2021
DOI
10.36517/Argumentos..26.60679
Páginas
54-63
Idioma
pt
2021Mário Motta Maximo. Preço e a justiça na troca em Aristóteles. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 26, p. 54-63, 2021.1

Nas últimas décadas, é possível observar um crescente interesse nas contribuições do pensamento moral e político aristotélico para o fenômeno econômico. Alguns pesquisadores buscaram demonstrar que as teorias dos preços modernas possuem origem no corpus aristotelicum. Nesse caso, Aristóteles já foi visto como pai da teoria do valor trabalho (Gordon, 1964); da teoria do valor baseada na demanda (Soudek, 1952); e de nenhuma das duas (Meikle, 1995). Outros pesquisadores afirmam encontrar em Aristóteles considerações teóricas que auxiliam na reformulação de nossa própria visão econômica (Sen, 1987). Esse artigo se insere em ambos os esforços. A nossa tese é que, em Aristóteles, os preços estão vinculados à reciprocidade e à amizade da comunidade política. Como a ciência econômica moderna ignora esse fundamento, ela acaba por confundir os meios com os fins da troca. Desse modo, o artigo procura contribuir para reavivar o devido lugar da justiça no debate econômico.