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Presença da filosofia e da antropologia em Totem e tabu: Freud, entre Kant, Hegel, Frazer e Schopenhauer

Josiane Bocchi, Rodrigo Barros Gewehr, Luiz Eduardo Prado de Oliveira

Autor
Josiane Bocchi, Rodrigo Barros Gewehr, Luiz Eduardo Prado de Oliveira
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
23 / 33
Ano
2011
DOI
10.7213/rfa.v23i33.886
Páginas
257-268
Idioma
pt
2011Josiane Bocchi, Rodrigo Barros Gewehr, Luiz Eduardo Prado de Oliveira. Presença da filosofia e da antropologia em Totem e tabu: Freud, entre Kant, Hegel, Frazer e Schopenhauer. Revista de Filosofia Aurora, v. 23, n. 33, p. 257-268, 2011.1

Freud cita amplamente, em permanência, a obra de Frazer. Totem e tabu parece ser uma longa paráfrase deste autor, exceto nas últimas páginas, quando Darwin e dois antropólogos de menor estatuta que Frazer aparecem: Atkinson e Smith. Freud propõe uma ficção sob a forma de uma paleoantropologia. Mas os comentários de Freud a respeito de Frazer são também pontuados com citações de filósofos que marcaram seu pensamento, sobretudo de Schopenhauer, Kant e Anaximandro, cujo texto era quase desconhecido na época e que se viria revelar mais complexo do que o imaginava Freud. A psicanálise parece obedecer em suma ao projeto de Kant de constituir uma antropologia filosófica ou uma filosofia prática, através da terapêutica.