- Autor
- Marcelo Leandro dos Santos
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 33 / 33
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.30611/33n33id94071
- Páginas
- 534-549
- Idioma
- pt
O objetivo deste estudo é analisar a obra de Primo Levi como expressão inaugural da literatura de testemunho. Como metodologia, caracteriza a decisão de escrever o relato da vivência em Auschwitz como categoria singular da literatura, na medida em que o escrito se compromete com a profundidade da ética, entendida originalmente como campo do saber filosófico. Assim, que Auschwitz tenha existido e que tenha havido sobreviventes que decidiram escrever se torna uma questão central como crítica à violência. Solitariamente, a filosofia não seria capaz de produzir uma tal crítica. Este tópico é elucidado como pano de fundo pela abordagem adorniana do não-idêntico, dada a particularidade da literatura de testemunho. A partir disso, têm-se como resultado deste estudo que um escrito não conceitual expõe em primeira mão dinâmicas do pensamento que serão estudadas postumamente pela Filosofia. Portanto, a conclusão deste estudo indica que a Literatura se relaciona como outro da Filosofia.
