- Autor
- Bernardete Oliveira Marantes
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 5 / 9
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.34024/limiar.2018.v5.9191
- Páginas
- 43-80
- Idioma
- pt
Tenciona-se desenvolver no presente artigo uma reflexão desdobrada, cujos axiais podem ser assim apresentados: Marcel Proust elabora certo conjunto de metáforas para descrever, no segundo volume d’Em busca do tempo perdido (À sombra das raparigas em flor), o “bando de raparigas” (la petite bande), que surpreende o herói em sua primeira estada na fictícia cidade litorânea Balbec; Gilles Deleuze, por sua vez, apropria-se de tais imagens para definir um termo filosófico, hecceidade, um modo de existência. Cada seção reflexiva (Proust e Deleuze), produz seus respectivos desdobramentos, e é tal movimento que justifica o mutualismo (no sentido ecológico e igualmente no figurado) como instrumento voluntário de criação; no arremate da exposição, uma ponderação par a par empreende, por meio da imagem do pensamento de ambos, precisar o desígnio destas produções, literária e filosófica, tal qual criações de pensamento intensivas e irredutíveis, em que pesem suas autênticas distinções.
