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QUAL LINGUAGEM FALA A COLONIALIDADE?

Júlia Graziela da Silva dos Santos

Autor
Júlia Graziela da Silva dos Santos
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
12 / 27
Ano
2024
DOI
10.26512/pl.v12i27.51398
Páginas
265 - 275
Idioma
pt
2024Júlia Graziela da Silva dos Santos. QUAL LINGUAGEM FALA A COLONIALIDADE?. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 12, n. 27, p. 265 - 275, 2024.1

Este ensaio tem por objetivo descrever e analisar um breve percurso das marcas da colonialidade e o papel da decolonialidade em desconstruir os estigmas causados por essas marcas. O corpus utilizado para apresentar a desconstrução desses saberes pré-estabelecidos, constitui-se em sua maior parte em pensadores da américa central e do sul, a saber: Nascimento, 2019; Tolentino (2017), Gonzalez (1988); Ribeiro (2017); Quijano (2010). Para efeito, O som do rugido da onça, de Micheliny Verunschk foi a obra selecionada como corpus literário para a análise, um romance contemporâneo que vai além das fronteiras literárias, resgata a memória dos povos originários e denuncia a violência do apagamento linguístico e cultural. Em vista da necessidade de maiores discussões sobre a decolonialidade, essa reflexão visa contribuir com questionamentos que sejam pertinentes a novas perspectivas acerca da decolonialidade.