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QUALQUER COISA A VER COM A CEGUEIRA: A DESCONSTRUÇÃO DA AUTORIDADE DO OLHAR EM MEMÓRIAS DE CEGO, DE JACQUES DERRIDA

Bárbara Tortato

Autor
Bárbara Tortato
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
11 / 31
Ano
2019
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v11i31.11275
Idioma
pt
2019Bárbara Tortato. QUALQUER COISA A VER COM A CEGUEIRA: A DESCONSTRUÇÃO DA AUTORIDADE DO OLHAR EM MEMÓRIAS DE CEGO, DE JACQUES DERRIDA. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 11, n. 31, 2019.1

O conteúdo do presente texto refere-se ao (re)pensar a experiência artística, tanto de criação quanto de percepção, sob a proposta da desconstrução da autoridade do olhar sobre a obra de arte, motivando-se, para tal, no livro Memórias de Cego, de Jacques Derrida. A obra em questão nos guia a uma nova hipótese do modelo ótico: Derrida nota que se estabelece uma relação com a obra de arte apenas dentro da possibilidade de relação entre alteridades, o que nos encaminha a pensar que a condição do olhar carrega em si uma cegueira congênita, pois não alcança, de fato, a presença do outro - o que conduz a uma nova noção de estética, a qual ressalta a condição de relação de “con-fiança”, ao invés de percepção, entre sujeito e obra.