- Autor
- Suze Piza
- Revista
- Kant e-prints
- Edição
- 13 / 1
- Ano
- 2018
- Páginas
- 74-93
- Idioma
- pt
O artigo toma como referência a recepção do Opus postumum de Kant pelos filósofos brasileiros. Discute-se o argumento da senilidade de Kant nos textos tardios como justificativa para a pouca produção de teses e artigos em torno desta obra em contraposição a aqueles que a enfrentam como parte da obra de Kant e mais, como acabamento da Filosofia transcendental. Depois, apresentam-se, em linhas gerais, alguns dos argumentos da ‘escola semântica’, que faz uma interpretação sistemática da Filosofia de Kant, em que o homem aparece como o terceiro termo que liga as partes da Filosofia transcendental, garantidor da exequibilidade das ideias da razão. “Quem tem medo do Opus postumum?” toma Kant como exemplo para fazer uma provocação à nossa relação com a tradição da História da filosofia e à maneira como produzimos pensamento filosófico no Brasil.
