QUIMERAS DA MODERNIDADE: UMA INTERPRETAÇÃO DA OBRA DE MARCELO GRASSMAN
PRISCILA ROSSINETTI RUFINONI
- Autor
- PRISCILA ROSSINETTI RUFINONI
- Orientador(a)
- LÉON KOSSOVITCH
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2007
Na obra de Marcelo Grassmann (1925 - ) - gravador brasileiro que acompanhou à distância, nos anos 40-50, as várias acomodações do imaginário (e da ideologia) do Modernismo - podemos flagrar as contradições, as oscilações arcaizantes da modernidade no Brasil. Em suas figuras, """"arquetípicas"""" ou """"atemporais"""" para a crítica, vários registros se enovelam: o ornatos fin-de-siècle, o Barroco mítico criado pelo Modernismo, o desenho caligráfico chamado de """"expressionista"""" nos anos 40, a mitologia prosaica das revistas ilustradas. E esses universos visuais não são intempestivos, cada um pode ser dito """"moderno"""" em um sentido diferente. As imagens do artista, neste texto, são pensadas como hieróglifos nos quais as lacunas e esquecimentos criados por essas vagas do moderno se dão a ver.
