RACISMO E TEORIA DAS RAÇAS EM KANT E HEGEL:: invalidação ou apropriação crítica?
Paula Magalhães, Fabiano Veliq
- Autor
- Paula Magalhães, Fabiano Veliq
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 15 / 30
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2024v15n30p868-886
- Páginas
- 868-886
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objetivo evidenciar traços racistas nas propostas filosóficas de Kant e Hegel, sem, no entanto, a intenção de desqualificar os autores em questão. Para realizar nossa proposta, na primeira seção, discutiremos a diferença entre o estado civil e o estado selvagem presente nas Lições de Antropologia (2012) de Kant, assim como alguns dos comentários racistas em sua obra Observações sobre o belo e o sublime (2012), onde ele faz uma antropologia empírica. Na segunda seção, discutiremos o artigo de Bernasconi, Who Invented the Concept of Race? Kant’s Role in the Enlightenment Construction of Race (2001), que mostra como o conceito de raça se articula com o projeto kantiano de um idealismo transcendental. Na terceira seção, abordamos a forma como Hegel coloca a África e o negro na sua Filosofia da história. Na quarta e última seção,abordaremos a ilusão transcendental do Negro, conforme Ronald Judy (1991) explicita em seu artigo Kant and the Negro.
