- Autor
- Giovanni Rolla
- Revista
- Revista Dissertatio de Filosofia
- Edição
- 47
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.15210/dissertatio.v47i0.12390
- Páginas
- 26-41
- Idioma
- en
Eu avanço o programa da Cognição Radicalmente Enativa (CRE) desenvolvendo a ideia de Hutto & Satne (2015) e Hutto & Myin (2017) de que a cognição com conteúdo emerge de atividades socioculturais, que demandam uma forma de intencionalidade desprovida de conteúdo. Proponentes de CRE então enfrentam um desafio funcional: qual é a função de habilidades de cognição superior, dadas as descobertas empíricas segundo as quais o engajamento em atividades de cognição superior não é correlato com melhoras cognitivas (Kornblith, 2012)? Eu respondo ao desafio funcional argumentando que a cognição superior é uma ferramenta adaptativa dos sistemas sociais em que estamos imbuídos, portanto, ela não é necessariamente direcionada à melhora de estados cognitivos. Para fazer isso, eu interpreto insights centrais ao enativismo autopoiético pelas lentes de CRE.
