- Autor
- Gottfried Gabriel
- Revista
- Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
- Edição
- 1 / 1
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.23925/2764-0892.2021.v1.n1.e55986
- Páginas
- 1-26
- Idioma
- en
Por muito tempo, as controvérsias entre a filosofia analítica e a continental dominaram a discussão. No entanto, a própria distinção já é problemática em dois aspectos diferentes. Em primeiro lugar, ambas as caracterizações são, em comparação, de alguma forma assimétricas, uma vez que “analítica” é uma determinação metodológica, enquanto continental é “geográfica”. Em segundo lugar, a classificação geográfica em questão, segundo a qual os filósofos analíticos deveriam ser atribuídos à região anglo-saxônica, não é válida. Filósofos analíticos como Frege, Wittgenstein e Carnap não só vieram do continente, mas também experimentaram suas influências intelectuais essenciais ali (Frege e Carnap em Jena, Wittgenstein em Viena). A seguir, gostaria de demonstrar minha afirmação tomando Frege e Carnap como exemplos e mostrando suas raízes continentais.
