Artigo
Ver fonte original- Autor
- Pedro Hussak van Velthen Ramos
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 9 / 17
- Ano
- 2014
- Páginas
- 134-144
- Idioma
- pt
2014Pedro Hussak van Velthen Ramos. Rancière: : . Artefilosofia, v. 9, n. 17, p. 134-144, 2014.2
O presente artigo procura mostrar que Rancière articula o problema da História com a ficção, ao mostrar que, em grande medida, toda construção discursiva que visava dar um sentido à história articulando os fatos em direção a uma meta é o resultado de uma analogia com as regras de estruturação da narrativa do regime representativo das artes, a qual dava um primado da ação sobre a passividade no sentido de encontrar um desenlace final. Rancière sustenta que no século XIX, a circulação do romance operou uma transformação nas regras de verossimilhança ao introduzir o que ele chama de palavra muda que, ao invés de estruturar-se com base na trama, produzia uma suspensão na temporalidade, o que produz outra dimensão estética, o ne rien faire.
Palavras-chave:
