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RAZÃO DOS ANIMAIS EM HUME E NOS CÉTICOS MODERNOS

Flávio Miguel de Oliveira Zimmermann

Autor
Flávio Miguel de Oliveira Zimmermann
Revista
Cadernos Espinosanos
Edição
29
Ano
2013
DOI
10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2013.82749
Idioma
pt
2013Flávio Miguel de Oliveira Zimmermann. RAZÃO DOS ANIMAIS EM HUME E NOS CÉTICOS MODERNOS. Cadernos Espinosanos, n. 29, 2013.2

O pensamento de Hume pode ser comparado ao dos céticos modernos em muitos aspectos. Com relação ao tópico da racionalidade dos animais, Hume parece seguir de perto a leitura de alguns céticos modernos e se afastar consideravelmente da de Descartes. Por outro lado, diferente de filósofos como Montaigne, Charron e La Mothe Le Vayer, Hume não tinha por finalidade colocar a racionalidade humana num nível próximo dos animais para apenas provar a fraqueza do intelecto diante do desconhecido, mas intentava comparar o nosso modo de proceder ao do animal para avaliar, com mais precisão, as suas teorias acerca da natureza humana. Neste artigo analiso o modo como os primeiros céticos da modernidade trataram da questão da razão dos animais e o comparo com as ideias de Hume sobre o assunto, sem deixar de mencionar as contribuições de Descartes e de Pierre Bayle.