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Reflexões filosóficas sobre racismo e tecnologia

Juliele Maria Sievers, Luís Gustavo Guadalupe Silveira

Autor
Juliele Maria Sievers, Luís Gustavo Guadalupe Silveira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
16 / 2
Ano
2024
DOI
10.25244/tf.v16i2.6062
Páginas
261-277
Idioma
pt
2024Juliele Maria Sievers, Luís Gustavo Guadalupe Silveira. Reflexões filosóficas sobre racismo e tecnologia. Trilhas Filosóficas, v. 16, n. 2, p. 261-277, 2024.2

Abordaremos filosoficamente o racismo algorítmico a partir da análise do documentário Coded Bias, que apresenta o uso de tecnologias digitais reforçando discriminações de raça e gênero. Investigaremos cinco conceitos filosóficos a fim de ampliar a compreensão da discriminação algorítmica e que estão relacionados a temas abordados na obra: “neutralidade da tecnologia", com Feenberg, para pensar os aspectos políticos e sociais dos aparatos tecnológicos; a noção de “rosto” de Levinas para analisar o racismo na utilização da tecnologia de reconhecimento facial; “vigilância”, com Foucault e suas reflexões sobre o panóptico para pensarmos as nuances da vigilância contínua e onipresente operada pela tecnologia e pelos algoritmos; “necropolítica”, em Mbembe, para compreender como a aplicação dos programas de reconhecimento facial pela polícia e órgãos públicos de segurança operam de maneira discriminatória em relação às pessoas negras; “racialização do crime” e o consequente encarceramento em massa da população negra, com Davis, pensando os efeitos do racismo nas noções de justiça e segurança. Além disso, estudos como os de Noble e Silva serão usados para aprofundar a discussão sobre o racismo algorítmico.