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RELEVÂNCIA FILOSÓFICA DAS PEQUENAS COISAS: A INFÂNCIA NO LIVRO I DAS CONFISSÕES DE AGOSTINHO DE HIPONA

JOSÉ RENIVALDO RUFUINO

Tese
Autor
JOSÉ RENIVALDO RUFUINO
Orientador(a)
MOACYR AYRES NOVAES FILHO
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2011
2011JOSÉ RENIVALDO RUFUINO. RELEVÂNCIA FILOSÓFICA DAS PEQUENAS COISAS: A INFÂNCIA NO LIVRO I DAS CONFISSÕES DE AGOSTINHO DE HIPONA. 2011. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): MOACYR AYRES NOVAES FILHO.3

Agostinho confere relevância especial às coisas simples. Na infância, cuja estatura é signo da humildade própria das coisas ínfimas, deleita-se com a verdade nos seus pequenos pensamentos sobre pequenas coisas. Este deleite, na alma da criança com mínimo de ser, remete à verdade de Deus, com máximo de ser. Com máximo de ser, Deus se humilha ao ponto de assumir a condição humana, nascer como criança e com humildade contrária à soberba anular o efeito da queda causada pela soberba. Fundamento da humildade que é, poderia ser pensado menor que o homem, pois sendo Deus se fez homem. Se assim fosse, o ser com máximo de ser seria, paradoxalmente, o ser com mínimo de ser. Mas não é, pois quando Deus desce à condição inferior é para elevar o homem à condição superior. Esta é a análise a que se propõe este trabalho.