- Autor
- Geovana da Paz Monteiro
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 44 / 3
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2021.v44n3.14.p151
- Páginas
- 151-176
- Idioma
- pt
O artigo visa indagar em que medida a religiosidade, observada a partir de seu contexto originário, seria um dos meios encontrados pela civilização para abafar impulsos humanos primários tendentes à desagregação social e moral. A despeito dessa tentativa de controle, questionamos o quanto tais impulsos ditos primitivos prevalecem em nossa constituição biológica, psíquica e social de modo a justificarem comportamentos aberrantes tão comuns em nossa época. Partiremos das ideias de Henri Bergson, apresentadas no segundo capítulo d’As duas fontes da moral e da religião, intitulado “A religião estática” em cotejo aos argumentos de Sigmund Freud apresentados, sobretudo, em O futuro de uma ilusão e Totem e tabu. Apesar da aproximação com as ciências sociais, seguiremos a hipótese de que o livro de Bergson nutre um diálogo mais fecundo com a teoria freudiana no que tange à compreensão da religiosidade dita primitiva em oposição, ou não, à civilizada.
