- Autor
- Gustavo Oliveira Fernandes Melo
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.26512/rfmc.v13i1.58309
- Páginas
- 13 - 46
- Idioma
- pt
Podemos falar do princípio do contexto antes de sua formulação na obra de Ludwig Wittgenstein? Um aspecto fundamental para responder a essa questão diz respeito à distinção entre simples e complexo, porquanto o ProtoTractatus e o Tractatus recorreram a formulações mais restritas. Não podemos esquecer que, em ambas as obras, o princípio foi limitado aos nomes próprios, o único elemento simples da linguagem, fato que não se repete em Frege. Uma questão lógica parece se constituir em um contexto ontológico pouco claro. Isso nos levou a retomar o pensamento fundamental (Grundgedanke) que servira de insight para Wittgenstein, de sorte a esclarecer como o traço de Sheffer ofereceu uma solução à forma de representação das constantes lógicas. Nosso trajeto, portanto, será investigar o que levou o discípulo de Russell a abandonar o projeto de corrigir o Principia à afirmação de que não pode haver, nas proposições da lógica, variáveis reais.
