- Autor
- Paul Gilbert, Ibraim Vitor de Oliveira
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 15 / 30
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2024v15n30p1208-1240
- Páginas
- 1208-1240
- Idioma
- pt
Na lista dos transcendentais proposta por Tomás de Aquino em De veritate, aparece o termo res, que se traduz como “coisa”. Na contemporaneidade, supõe-se que res integre a ideia de um objeto (ob-iectum) capaz de ser percebido, física ou mentalmente, e que possui uma consistência “em si” antes de ser “para nós”. Segundo Kant, a “coisa em si” jamais poderá ser conhecida. Antes, porém, Tomás de Aquino perguntava sobre os critérios que nos permitiriam reconhecer a consistência interna de uma “coisa” e, portanto, a legitimidade de atribuir o predicado “real” a uma “coisa” que pudesse estabelecer a possibilidade de conhecimento objetivo das “coisas”. Para abordar criticamente a relação entre “coisa” e “real”, o artigo considera a questão a partir de Anselmo de Aosta e Tomás de Aquino. Estes dois autores estão unidos num projeto comum na perspectiva de Henrique de Lima Vaz que identifica a pesquisa de Tomás de Aquino com uma expressão típica de Anselmo, fides quaerens intellectum. Essas propostas medievais ainda fazem sentido para o pensamento atual? Para responder a essa questão, seguiremos a reflexão de Lima Vaz sobre o desenvolvimento do tomismo em nosso século.
