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RESENHA DA TRADUÇÃO BRASILEIRA DO PLATÃO: O SOFISTA DE MARTIN HEIDEGGER

Roberto S. Kahlmeyer-Mertens

Autor
Roberto S. Kahlmeyer-Mertens
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 16
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2013.17696
Idioma
pt
2018Roberto S. Kahlmeyer-Mertens. RESENHA DA TRADUÇÃO BRASILEIRA DO PLATÃO: O SOFISTA DE MARTIN HEIDEGGER. Revista Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 16, 2018.1

Com a recente edição da tradução brasileira de Platão: O sofista, de Martin Heidegger (1889-1976), o leitor de língua portuguesa passa a dispor de uma das mais importantes preleções do filósofo alemão. Esta avaliação (sem pretender ser o juízo elogioso costumeiramente encontrado em recensões de divulgação) atesta o real valor de uma obra que nos dá mostras de algumas das vigorosas interpretações que Heidegger, durante a década de 1920, consagrou aos antigos gregos e, em especial, a Platão e a Aristóteles. A presente obra (além de um necrológio ao, à época, recém falecido Paul Natorp) na medida em que nos oferecem os saldos de exercícios fenomenológicos desenvolvidos por vários semestres letivos, faz-se particularmente influente sobre a redação de Ser e tempo, magnum opus de Heidegger que fora gerada entre os anos de 1923/26, período coincidente com a data da preleção em pauta.