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Revisitando a tese da indeterminação da referência de Quine

Base Filosófica

Revista
Cadernos de História e Filosofia da Ciência
Edição
21 / 2
Ano
2017
Idioma
pt
2017Base Filosófica. Revisitando a tese da indeterminação da referência de Quine. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 21, n. 2, 2017.1

Neste artigo, procuramos tornar mais clara a tese da indeterminação da referência de Quine. Para explicar a tese de Quine, vamos considera-la como um “teorema” que chamaremos de “teorema do automorfismo de Quine”. Segundo esse teorema, haveria maneiras alternativas de se reconstruir a estrutura gramatical dequalquer língua, incluindo aí a predicação, maneiras essas que seriam compatíveis com todas as nossas predisposições para comportamento verbal, porém incompatíveis entre si. Ou seja, haveria uma indeterminação intrínseca na estrutura gramatical interna de qualquer língua. Essa indeterminação será mostrada, como faz Quine, através da possibilidade de se construir manuais alternativos que se adéquem a totalidade de proferimentos às estimulações disponíveis. Ao “provar” esse teorema, estaremosmostrando como a tese da indeterminação da referência de Quine projeta uma indeterminação em princípio no próprio coração da teoria das extensões, qual seja, a ideia de que não é só a intensão que pode ser indeterminada, a extensão  também sofre da mesma dificuldade. Para tornar mais clara e compreensível a construção dos manuaisalternativos, usaremos noções da lógica como, por exemplo: “estruturas”, “modelos” e “morfismos”.Palavras-chave : Quine, tese da indeterminação da referência, modelos.