- Autor
- Luciano Donizetti da Silva
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 7 / esp
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.18012/arf.2019.50391
- Páginas
- p.11-24
- Idioma
- pt
A filosofia de Sartre é ‘filosofia da liberdade’, donde todo homem e toda mulher não somente é ‘livre’ como, também, é a fonte daquilo que se pode chamar de existência libertária; ora, se assim é por que o mundo se revela, sempre, como a mais nefasta das prisões? Revela-se o paradoxo: o homem é livre ‘em situação’, e será da situação (ou em obediência à normatividade) que ele deverá propor seu modelo de homem-livre. Nesse panorama seria lícito ‘impor a liberdade’? Não para Sartre que, em seu projeto revolucionário, propõe a constituição de um ‘espaço de liberdade’ no qual, ‘pela obra de arte’, a liberdade ontológica seja evocada – liberdade que não é meramente reativa, mas criadora, tanto de seus projetos de mundo livre quanto dos meios para a ele chegar... Esse artigo é (e propõe) um exercício dessa ordem, tendo por fundamento o ‘olhar fenomenológico’ como base da discussão da normatividade presente em imagens representativas da má-fé estética.
