- Autor
- Valerio Marconi
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 8 / 3
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.20873/rpv8n3-96
- Páginas
- 207-223
- Idioma
- en
Os caracteres tradicionais chineses compartilham com os gráficos existenciais de Peirce o fato de serem dotados de uma linguagem-objeto que eles descrevem por meio de uma sintaxe não linear e de forma icônica. Aqui, a iconicidade não se restringe às imagens e à semelhança perceptiva, pois os diagramas e as metáforas gráficas também são icônicos. Os gráficos são mostrados como uma fronteira entre a lógica tradicional ocidental e a escrita e cultura tradicionais chinesas, de modo que o écart (conceito de Jullien para distância cultural) entre caracteres e gráficos é preservado, embora os gráficos rompam com o preconceito ocidental em favor da convencionalidade em detrimento da iconicidade nos sistemas lógicos. A lição que fica para o estudo dos sistemas de escrita é substituir a dualidade oralidade-escrita pela interação entre oralidade, escrita e imagens, passando assim de uma tipologia linguística para uma semiótica.
