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“Saber”, “certeza” e “dúvida”: sobre ceticismo e fundacionalismo no Da certeza de Wittgenstein

Filicio Mulinari

Autor
Filicio Mulinari
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
9 / 1
Ano
2014
DOI
10.31977/grirfi.v9i1.587
Páginas
235-252
Idioma
pt
2014Filicio Mulinari. “Saber”, “certeza” e “dúvida”: sobre ceticismo e fundacionalismo no Da certeza de Wittgenstein. Griot : Revista de Filosofia, v. 9, n. 1, p. 235-252, 2014.3

Presente na maioria dos escritos de Wittgenstein, o problema do ceticismo pode ser observado, por exemplo, nas anotações sobre o solipsismo do Tractatus Logico-Philosophicus (1922) ou, ainda, na reivindicação da necessidade de seguir regras publicamente, como afirma o filósofo nas ideias presentes sobre a significação dos termos em sua obra Investigações Filosóficas (1953). Contudo, sua investigação mais nítida sobre o ceticismo se encontra nos escritos que constituem o Da certeza (1969). A análise da argumentação wittgensteiniana presente nesse escrito torna possível revelar a posição original do filósofo a respeito do questionamento sobre os fundamentos do conhecimento e, consequentemente, da iminente possibilidade do ceticismo epistemológico. Nesse sentido, esse artigo tem como objetivo analisar as considerações do filósofo sobre o tema e salientar quais contribuições o mesmo deu para o debate dessa questão tradicional da filosofia. Após isso, pretende-se ainda indicar qual é a possível posição de Wittgenstein frente ao fundacionalismo, uma vez que a leitura da obra permite uma possível aproximação do filósofo com tal corrente epistemológica.