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SCHOPENHAUER: A ARTE COMO CONHECIMENTO DE EXCEÇÃO

JULIO CESAR KESTERING

Autor
JULIO CESAR KESTERING
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2015
Idioma
pt-BR
2015JULIO CESAR KESTERING. SCHOPENHAUER: A ARTE COMO CONHECIMENTO DE EXCEÇÃO. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2015.1

Resumo: Nas páginas que se seguem, objetivamos expor a concepção de arte como conhecimento de exceção na filosofia de Arthur Schopenhauer. Primeiramente apresentaremos os pressupostos conceituais imprescindíveis para a compreensão dessa filosofia, ou seja, os conceitos de representação e de vontade. Em seguida abordaremos detalhadamente o conceito de arte namesma, presente sobremaneira na terceira parte da obra O mundo como vontade e como representação. Para o filósofo, a arte, como conhecimento de exceção, facilita nosso acesso à contemplação das Ideias; mas o conhecimento das Ideias apenas possui sentido para o ser humano, na medida em que este consegue esclarecer algo sobre a própria existência, considerada por Schopenhauer plena de sofrimento e dor. Assim, a arte, como um modo específico de conhecimento, pode proporcionar ao ser humano um alívio eventual em meio às suas dificuldades do dia a dia, tornando possível, deste modo, uma vida dotada de significado.