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Schopenhauer como educador: o esboço de misantropia filosófica de Nietzsche

Jarlee Salviano

Autor
Jarlee Salviano
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
3 / 1
Ano
2012
DOI
10.5902/2179378633996
Páginas
91-100
Idioma
pt
2012Jarlee Salviano. Schopenhauer como educador: o esboço de misantropia filosófica de Nietzsche. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 3, n. 1, p. 91-100, 2012.2

Em 1874 Nietzsche publicou sua terceira Consideração Extemporânea – Schopenhauer como educador. Trata-se de mais um importante episódio desta complicada relação entre os dois filósofos. A filosofia schopenhaueriana, pela sua extemporaneidade, sua crítica severa e solitária à cultura da época e à filosofia universitária, serve ao jovem Nietzsche na construção do modelo ideal da nova cultura dos homens superiores, no seio da qual seria possível o engendramento do autêntico filósofo e do gênio na arte. Trata-se então de verificar os detalhes desta luta que o autor das Extemporâneas trava consigo mesmo nesta tentativa de conciliar sua veneração por Schopenhauer e sua negação de princípios metafísicos da tradição, na qual será incluída posteriormente a filosofia de Schopenhauer.