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Schopenhauer e a fisiologia

Tiago Santos Almeida

Autor
Tiago Santos Almeida
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
10 / 2
Ano
2019
DOI
10.5902/2179378638273
Páginas
71-81
Idioma
pt
2019Tiago Santos Almeida. Schopenhauer e a fisiologia. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 10, n. 2, p. 71-81, 2019.2

Desde a publicação, em 1628, do Exercitatio anatomica, de William Harvey, fisiologia (em sua concepção moderna, científica) e filosofia passaram a manter relações tanto de crítica quando de reforço mútuo. Nesse artigo, examinamos um momento particularmente interessante dessa longa história, a emergência, com Schopenhauer, da interpretação do intelecto como produto do homem físico. Pretendemos, assim, mostrar como o recurso à fisiologia (notadamente a autores como Gall, Cabanis, Bichat, Cuvier, Flourens e Lamarck) engendrou uma crítica da filosofia kantiana que marcou o lugar de Schopenhauer na história do pensamento filosófico moderno, a saber, entre dois limiares: Kant e Nietzsche.