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Schopenhauer e o teatro: ilusão, resignação e sabedoria de vida

Eduardo Ribeiro da Fonseca

Autor
Eduardo Ribeiro da Fonseca
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
9 / 2
Ano
2018
DOI
10.5902/2179378636053
Páginas
67-83
Idioma
pt
2018Eduardo Ribeiro da Fonseca. Schopenhauer e o teatro: ilusão, resignação e sabedoria de vida. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 9, n. 2, p. 67-83, 2018.3

Nosso texto pretende evidenciar aspectos da relação entre o teatro como forma de arte e como metáfora da experiência humana na filosofia de Schopenhauer, partindo das considerações sobre (a) o quadro objetivo da existência como conservação, sexualidade e morte, (b) da tragédia como dramatização do conflito íntimo da vontade e resignação a esse quadro objetivo da existência e (c) da sabedoria de vida como um teatro no qual a marionete humana veste uma fantasia de porco-espinho para encontrar a distância mais adequada em relação às outras pessoas, que para ela representam o calor da proteção, da segurança e da compaixão, mas por outro lado, representam também os aguilhões das outras vontades individuais carentes e famélicas como a sua.