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Schopenhauer e os vínculos entre vontade, intuição e racionalidade

Eduardo Ribeiro da Fonseca

Autor
Eduardo Ribeiro da Fonseca
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
3 / 1
Ano
2012
DOI
10.5902/2179378634026
Páginas
203-210
Idioma
pt
2012Eduardo Ribeiro da Fonseca. Schopenhauer e os vínculos entre vontade, intuição e racionalidade. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 3, n. 1, p. 203-210, 2012.2

O organismo (Organismus) humano é, na visão de Schopenhauer, manifestação da Vontade e o corpo (Leib) Vontade objetivada. Neste sentido, existe uma relação dependente do intelecto em relação à Vontade. Esta aparece frente ao psiquismo como a manifestação de um querer inconsciente, e, a partir disso, define-se o intelecto como coisa física e consciente, em contraste com a Vontade, que é metafísica e inconsciente. A racionalidade é um aspecto do psiquismo humano e não seu fundamento. Mais fundamental é a intuição intelectual proporcionada pelo entendimento, que realmente capta e dá forma ao mundo, através das formas básicas a priori do tempo, do espaço, e da causalidade. Ao fundo das intuições intelectuais e das abstrações conceituais, no entanto, estão aspectos afetivos, que efetivamente direcionam o intelecto e determinam o posicionamento psíquico frente à efetividade.