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Schopenhauer, mestre de Nietzsche: sobre niilismo e ascetismo

João Constâncio

Autor
João Constâncio
Revista
Sofia
Edição
7 / 2
Ano
2019
DOI
10.47456/sofia.v7i2.21839
Páginas
59-81
Idioma
pt
2019João Constâncio. Schopenhauer, mestre de Nietzsche: sobre niilismo e ascetismo. Sofia, v. 7, n. 2, p. 59-81, 2019.1

O artigo tentar mostrar três coisas: primeiro que, embora Nietzsche rejeite alguns dos aspectos mais importantes da famosa metafísica da vontade que se encontra no centro de toda a filosofia de Schopenhauer, tal metafísica não deixa por isso de ser o ponto de partida da sua análise do “facto fundamental da vontade humana” na Genealogia da Moral; depois, que o modo como Schopenhauer entende o ascetismo e a “negação da vontade” tem uma importância crucial para a compreensão da concepção nietzschiana do “ideal ascético” e de uma “vontade do nada” como vontade ascética; por fim, que a interpretação daquilo a que Nietzsche chama “niilismo” na Genealogia e, em geral, na sua obra não pode dispensar a reflexão sobre o modo como Nietzsche e Schopenhauer pensam o ascetismo e a ideia de uma “vontade do nada”. Este último ponto implica a revisão crítica de importantes interpretações do niilismo em Nietzsche, como a de Stegmaier e a de van Tongeren.