Schopenhauer, Nietzsche, a eternidade da vida da Vontade e a incólume força criadora do espírito dionisíaco
Renato Nunes Bittencourt
- Autor
- Renato Nunes Bittencourt
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.5902/2179378633985
- Páginas
- 03-32
- Idioma
- pt
Neste artigo estabelecemos uma convergência filosófica entre Schopenhauer e Nietzsche acerca da questão ontológica da eternidade da vida natural, não obstante a finitude da individualidade regida pelas categorias do espaço e do tempo. Demonstramos que Schopenhauer, não obstante receber a alcunha de pessimista, apresenta uma visão de mundo que permite a superação do desgosto da existência mediante a hipótese de que apenas a vida individual se anula no evento da morte, e não as condições de possibilidades da vida, a Vontade. Nietzsche, por sua vez, argumenta que a vida, apesar de sua finitude, é digna de ser vivida em sua plenitude, pois é apenas a configuração individual que se dissipa pelo acontecimento da morte, jamais a potência dionisíaca que se encontra presente em todas as formas individuais.
