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Schopenhauer, Wagner e a Ópera: algumas dificuldades com a metafísica musical a partir de uma abordagem psicolinguística

Tristan Torriani

Autor
Tristan Torriani
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
1 / 1
Ano
2010
DOI
10.5902/2179378634143
Páginas
138-150
Idioma
pt
2010Tristan Torriani. Schopenhauer, Wagner e a Ópera: algumas dificuldades com a metafísica musical a partir de uma abordagem psicolinguística. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 1, n. 1, p. 138-150, 2010.2

Neste artigo primeiramente procuro explicar quais são as razões que tornam pretensões metafísicas em geral muito problemáticas, a maior delas sendo a de que o metafísico não tem como fazer afirmações sobre a coisa-em-si sem estar ele mesmo interpretando fenômenos a partir da mediação de conceitos que sempre envolvem mente e linguagem. A nítida cisão entre pensamento e linguagem em Schopenhauer faz com que qualquer suposta cognição metafísica teria que ficar presa ao nível pré-verbal ou sensoriomotor, e por isso de modo algum poderia ser aceita como tendo validade universal ou absoluta. A seguir discuto a apropriação wagneriana da concepção schopenhaueriana da ópera, em que se evidencia um descompasso considerável entre o compositor e o filósofo.