SCOTUS SOBRE O CONCEITO DE ONIPOTÊNCIA – UM ESTUDO SOBRE O QUODLIBET VII
Roberto Hofmeister Pich
- Autor
- Roberto Hofmeister Pich
- Revista
- Thaumazein: Revista Online de Filosofia
- Edição
- 4 / 8
- Ano
- 2014
- Páginas
- 03-28
- Idioma
- pt
O tratamento do conceito scotista de onipotência pode ser dividido em dois momentos, um “teológico” e outro “filosófico”. Porém, mesmo a abordagem teológica consiste, em verdade, em uma construção conceitual estrita sobre o que pode e tem de ser a “onipotência” do ponto de vista de um ente infinito. A consistência do conceito, porém, foi alvo de muitos debates – afinal, a onipotência “filosófica” é definida de forma menos controversa. Quais são as marcas do conceito estrito de onipotência? Quais são os motivos pelos quais Scotus afirma que ele, como atributo, não pode ser naturalmente obtido por um procedimento na base de experiência e abstração? O conceito em si tem, ademais, importante aplicação para os contextos em que, entendido (aproximadamente) como “poder absoluto”, “onipotência” serve para explanar o estatuto último da ordem da natureza e da ordem moral. No presente estudo, “onipotência” é investigada a partir do Quodlibet VII (Se pode ser demonstrado por razão natural e necessária que Deus é onipotente).
