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SELF-OWNERSHIP E LIBERTARIANISMO: FUNDAMENTAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO

Caio Motta

Autor
Caio Motta
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
17 / 42
Ano
2025
DOI
10.36311/1984-8900.2025.v17n42.p398-416
Páginas
405-423
Idioma
pt
2025Caio Motta. SELF-OWNERSHIP E LIBERTARIANISMO: FUNDAMENTAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 17, n. 42, p. 405-423, 2025.3

Este artigo tem um propósito didático e tem como objetivo esclarecer a noção de selfownership, um conceito central no libertarianismo e na filosofia política contemporânea, examinando suas diferentes fundamentações e implicações. A self-ownership estabelece que cada indivíduo tem propriedade sobre si mesmo, garantindo-lhe liberdade e controle sobre suas próprias ações. No entanto, há divergências quanto a esse princípio, seu conteúdo e suas implicações, incluindo se ele deve ser considerado uma noção básica e fundamental ou se depende de outras noções para sua justificativa. Para abordar essa questão, selecionamos três autores da tradição libertária que desenvolveram fundamentações distintas: Jan Narveson, Eric Mack e Hillel Steiner. Narveson e Mack, alinhados ao libertarianismo de direita, argumentam que a selfownership exige a rejeição de qualquer princípio robusto de igualdade e de direitos positivos, enquanto Steiner, principal expoente do libertarianismo de esquerda, propõe uma concepção mais igualitária, baseada na compensação pela apropriação de recursos naturais. Este artigo é dividido em três partes: na introdução, apresentamos a self-ownership e seu papel nas teorias libertárias; em seguida, analisamos as concepções de cada um dos autores selecionados; por fim, na conclusão, sintetizamos os principais pontos e destacamos questões que podem ser debatidas e aprofundadas.