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Semântica Expressivista

Wilson Mendonça

Autor
Wilson Mendonça
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
61 / 1
Ano
2016
DOI
10.15448/1984-6746.2016.1.23224
Páginas
154-179
Idioma
pt
2016Wilson Mendonça. Semântica Expressivista. Veritas (Porto Alegre), v. 61, n. 1, p. 154-179, 2016.1

O programa semântico do expressivismo surgiu como uma tentativa de fundamentar a visão não-cognitivista do discurso ético, mas logo foi generalizado de forma a cobrir a linguagem normativa em geral. Ele promete desenvolver uma alternativa global à abordagem clássica da semântica das condições de verdade: uma teoria não factualista, baseada na pragmática, do significado linguístico. Os expressivistas veem o conteúdo das sentenças normativas como determinado por seu uso primário, que é não-descritivo. As versões tradicionais da semântica expressivista procedem associando sistematicamente às sentenças normativas as atitudes mentais que elas convencionalmente expressam. Elas assumem que, se as sentenças simples expressam atitudes, a aplicação a essas sentenças dos conectivos da lógica proposicional ou da ligação de variáveis resulta em sentenças complexas que também expressam atitudes. O núcleo do presente trabalho avalia algumas tentativas influentes de desenvolvimento do programa expressivista, focando em um problema discutido com veemência na literatura: o “problema da negação para o expressivismo.” Algumas abordagens propostas nos últimos anos, baseadas na rejeição da assunção central do expressivismo tradicional, são consideradas em detalhes. Embora uma avaliação definitiva dessas abordagens inovadoras como explicações satisfatórias do funcionamento da linguagem normativa não possa ainda ser alcançada, o trabalho afirma que há razões para otimismo.