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Sêneca e Schopenhauer: a arte de ser feliz

Cicero Cunha Bezerra

Autor
Cicero Cunha Bezerra
Revista
Kalagatos
Edição
3 / 5
Ano
2021
DOI
10.23845/kalagatos.v3i5.5712
Páginas
11-32
Idioma
pt
2021Cicero Cunha Bezerra. Sêneca e Schopenhauer: a arte de ser feliz. Kalagatos, v. 3, n. 5, p. 11-32, 2021.3

Schopenhauer afirma, em uma das suas 50 regras copiladas sob o título de Die Kunst Glücklich zu Sein (A arte de ser feliz) que, por ser a vida, precisamente, um vale de lágrimas, o homem necessita de ferramentas ou regras capazes de evitar as penas e os golpes do destino. Este artigo tem como finalidade, estabelecer um paralelo entre a obra senequiana de De Vita Beata e o pensamento schopenhaueriano. Busco demonstrar a completa afinidade entre ambos pensadores no que concerne à compreensão da Filosofia como terapêutica ou como consolação. Neste sentido, defendo que, apesar do seu tom pessimista, a Filosofia, para ambos pensadores, é uma necessidade, não somente teórica, mas prática que se define a partir de uma forma de vida, ou melhor dito, como uma sabedoria para a vida.